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Resumo comentado da 17° edição do WebShoppers, o balanço do comércio eletrônico de 2007

20 March 2008 54 visitas No Comment

O Web Shoppers é uma iniciativa da e-bit que tem como objetivo difundir informações essenciais para o entendimento do comportamento dos internautas brasileiros e sua relação com o e-commerce.

O Web Shoppers analisa a evolução do comércio eletrônico, as mudanças de comportamento e preferências dos e-consumidores e também procura encontrar pontos a serem melhorados no desenvolvimento do e-commerce brasileiro.

Para fazer o download da 17° Edição do Web Shoppers clique aqui.

Esse relatório é de muita valia para aqueles que trabalham com e-commerce e eu sempre espero ansiosamente por ele todos os anos.

Achei importante fazer um resumo e comentar alguns pontos que acho interessantes, êi-los:

Parte I – Balanço de 2007

Os números e as taxas de crescimento das vendas online nos últimos anos são de deixar qualquer economista espantado com a força desse mercado, comprovando que o segmento veio pra ficar e evoluir. Enfim, chegamos ao ponto de consolidação do e-commerce nacional.

Não foi raro assistirmos à cena em que clientes diante das portas de lojas apresentavam preços de produtos pesquisados na internet na tentativa de conseguir descontos.
Enfim, os canais – físico e virtual – se cruzaram confirmando, cada vez mais, que a estratégia de atuação multicanal das empresas é um importante diferencial para reter clientes.

Observações sobre a 17° edição do WebShoppers, o balanço do comércio eletrônico de 2007, leitura e avaliação.

Mais pessoas navegando e comprando!

Do final do ano retrasado para cá houve um incremento de aproximadamente 35% na base de e-consumidores, passando de 7 milhões a 9,5 milhões o número de adeptos às compras pela rede.

Observações sobre a 17° edição do WebShoppers, o balanço do comércio eletrônico de 2007, leitura e avaliação.

Observações sobre a 17° edição do WebShoppers, o balanço do comércio eletrônico de 2007, leitura e avaliação.

Um dos motivos que pode ser apontado como influenciador na venda de produtos com maior valor agregado como Eletrônicos, Informática e Telefonia Celular, nos quais o valor médio de uma compra costuma ser elevado – acima de R$550, foi a desvalorização da moeda americana e, consequente barateamento dos produtos eletroeletrônicos e informática.
Comentário: - Muitos itens da categoria Saúde e Beleza são importados e tidos como bens de luxo e mantiveram o preço estável pois o governo aumenta os impostos que incidem sobre esses produtos quando o dólar cai.

Parte II – Sonho de consumo x efetividade de compra

Sejam adeptos às compras virtuais ou não, antes de adquirir um novo produto, a maioria das pessoas pesquisa sobre suas funcionalidades, características, preço, formas de pagamento e buscam opiniões de terceiros antes de tomarem uma decisão de compra.
Comentário: - Acredito que a busca de informações de terceiros (conhecidos ou não) influencia bastante a decisão de compra do cliente. Por isso que é interessante procurar regularmente o nome do produto/serviço/empresa nos mecanismos de busca e identificar os comentários de que surgiram no Orkut, Yahoo! respostas e fóruns que falam sobre seu produto/serviço.

Como disse Alessandro Barbosa Lima, CEO da e.life em sua palestra “O que Orkut e cia. podem dizer sobre sua empresa e sua marca” no Seminário Web 2.0 da revista Info: – “As empresas, além de bloquearem o Orkut, muitas vezes estão virando os olhos para mudanças de poder que acaba ocorrendo com a chegada da web 2.0. Quando se fala em comunicação de marketing o que é que muda com a web 2.0? Diferentemente do boca-a-boca tradicional ou de uma noticia em um jornal que vira embrulho de peixe no outro dia, o que se fala na internet (Orkut, blogs) fica totalmente transparente e por muitos anos online”.

Entretanto o Alessandro não acredita que a empresa deva interferir diretamente na comunidade. Eu acredito que a empresa deve estar dentro da comunidade, que a empresa deve ter um perfil no Orkut, ter o controle da comunidade, ter contas no messenger para atender clientes. Vou mais além e acho que é válido, como no caso da Abafilm, criar um domínio sobre fotografia, desenvolver um fórum, abrir o fórum para pessoas influentes no meio e ser o único anunciante deste fórum. A Johnson & Johnson faz isso com sites de bebês.


Observa-se, porém que nem sempre os itens mais procurados entre os buscadores e comparadores de produtos e preços são aqueles que definitivamente são os mais consumidos.

É o caso dos eletrodomésticos que aparecem entre as três primeiras categorias de produtos mais buscadas em sites de comparação de preços, entretanto, representaram apenas 5,6% das vendas eletrônicas no período do Natal.

Da mesma forma, os perfumes, classificados como itens da categoria de saúde e beleza da e-bit, apesar de não serem tão pesquisados nestes tipos de sites, foram responsáveis por 7,3% do volume de pedidos no mesmo período.

O conhecimento prévio das fragrâncias e a necessidade de reposição são alguns fatores que podem justificar esse comportamento dos e-consumidores. Por já serem habituados a utilizar determinada marca de perfume, ele não precisa mais pesquisar sobre este tipo de produto para que efetive a compra.
Comentário: - Hummmm…… Se os sonhos de consumo são mais pesquisados que comprados vou concentrar os programas de afiliados em sonhos de consumo para obter o máximo de cliques! Será que vai funcionar?

 



Saiba onde tem o melhor preço antes de comprar

- A e-bit incluiu recentemente algumas novas categorias de compra na pesquisa de avaliação dos Serviços de venda das lojas online, entre elas a categoria Revelação de fotos, portanto acredito que na 18° edição do Web Shoppers teremos uma tabela bem mais completa do tamanho dos mercados de internet de muitas outras categorias, em breve poderemos, acredito eu, inclusive acompanhar o desenvolvimento delas e comparar com nossos resultados operacionais. YES! Se isso acontecer talvez eu possa esclarescer minhas seguintes dúvidas: O valor do ticket médio do site da Abafilm esta mais alto que a media nacional? Crescemos mais que a categoria Revelação de fotos cresceu? Se sim, então tomamos mercado dos concorrentes, se não, os concorrentes estão tomando nosso mercado. Quanto o segmento de Revelação Digital faturou? Qual nosso tamanho?

Observações sobre a 17° edição do WebShoppers, o balanço do comércio eletrônico de 2007, leitura e avaliação.

Parte III – Pesquisa de hábitos e Tendências de consumo pela internet

Sobre a compra de imóveis

Analisando-se o comportamento do consumidor online com relação à busca de informações e compra de imóveis pela internet, constatou-se que o número de pessoas que já pesquisou ou comprou algum tipo de imóvel pela rede é alto, cerca de 43%.

Entre os locais visitados para a pesquisa de imóveis na internet, a variação entre os sites pesquisados é grande, dividindo-se entre classificados, buscadores ou construtoras. O campeão de buscas para esse fim é o site Imovelweb com 42% de acesso, seguido pelo BucasPé com 24%.

Para a pesquisa de imóveis na internet, as ferramentas consideradas mais importantes na decisão entre um imóvel ou outro são: Visualização 360 graus (29%), Consultor virtual para tirar as dúvidas online (24%), Consulta da idoneidade do vendedor/comprador (23%) e Informações sobre financiamento de imóveis (17%).

Para os consumidores que nunca pesquisaram ou adquiriram imóveis pela web, os fatores que ainda impedem a pesquisa ou compra são: a preferência por passear pelo bairro em busca do imóvel (14%), acham que não há informação suficiente para sanar suas dúvidas (12%) e não podem negociar ou conversar com o corretor (9%).
Comentário: - Imovelweb 42% + BuscaPé 24% = 66%. Internet é mesmo um mercado nervoso onde ‘um-vencedor-leva-tudo‘. O grande problema de quem já é grande é que se adaptar rapidamente as mudanças necessárias para a manutenção da liderança. Os grandes são desajeitados e tem dificuldades de inovar, se não fosse assim não precisariam fagocitar comprar outras empresas bem menores em tamanho e em faturamento mas grandes em idéias e potencial. É interessante observar que o Imovelweb poderia estar dentro do BuscaPé (e tenho quase certeza que o BuscaPé quer isso) mas o Imovelweb não anuncia no BuscaPé (será que já anunciou?). Porque se o Imovelb anunciar no BuscaPé os outros sites de compra e venda de imóveis farão o mesmo e o BuscaPé seráo o lider de mercado na busca de imóveis. O Buscapé é muito genério e demora muito para englobar adequadamente buscas de compração de preços de coisas mais específicas, como por exemplo a busca por imóveis, faz mais de um ano que o Buscapé ficou de dar mais atenção a busca de serviços. Me prometeram uma newsletter de serviços e até agora nada . . . . . Quem sabe o Zura! consegue fazer isso….

Vejo que adaptar o sistema web (que é a alma do negócio) é trabalhoso para todos os players. Certo esta o Google com seus Googleplex e regalias aos seus engenheiros de softwares!

Quem chegar agora no mercado de compra e venda de imóveis pela internet já resolvendo esses problemas identificados pelo webshoppers logo ficará em 3° lugar.

Sobre a segurança

Outro fator que gera sensação de segurança e que foi citado como um fator relevante para deixar informações pessoais registradas é a recomendação de algum amigo e comentários de outros usuários, com 42% das respostas. Em 2001, esse percentual era de 35%.

Acompanhando a evolução na percepção de segurança oferecida pela internet aos consumidores, a web já é considerada um canal seguro: 71% das pessoas responderam que adquirem produtos pela internet e 60% realizam consultas e transações bancárias (internet banking) pela rede.
Comentário: - Os consumidores que entram nas comunidades e falam: Comprei na loja tal e me dei mal influenciam muito a decisão de compra. Mais uma vez vemos a importância do undermarketing.

Parte IV – Expectativas para o 1° semestre de 2008

O comércio eletrônico cresceu na casa dos 40% em 2007. Considerando o rumo que as vendas de bens de consumo pela internet vem percorrendo ao longo dos últimos 5 anos, crescendo em média 49%, é provável que em 2008 não seja diferente.

Pelo acompanhamento que a e-bit faz desse segmento, a estimativa é de que as compras pela internet no 1° semestre de 2008 cresçam aproximadamente 45% em relação ao 1° semestre de 2007, contabilizando R$ 3,8 bilhões em seis meses.

Com relação ao numero de pessoas adeptas às compras no mundo virtual, as perspectivas também são boas. Até agora já foram 9,5 milhões de internautas que tiveram, pelo menos, uma experiência de comprar algum produto na rede.

Para o 1° semestre de 2008, espera-se que esse número suba para 10,5 milhões de e-consumidores, ou seja, deverá haver 1 milhão de novos adeptos que se renderão às facilidades de conveniências do mundo digital.

Outro ponto positivo é que devemos “ficar de olho” nas mulheres por já representarem quase 50% dos consumidores e deverá superar o público masculino em quantidade de pedidos ainda este ano!

A venda de cosméticos, perfumes e outros produtos para cuidados pessoais também devem permanecer em alta em 2008 principalmente pelo aumento do universo feminino do e-commerce.

Comentário: - Acredito que o valor do tickete médio caia em 2008 devido a entrada da classe C e do crescimento da venda de serviços que tem menor valor agregado.

Acredito também que o n° de e-consumidores cresça além do previsto devido a implantação de programas de inclusão digital e a diminuição de impostos sobre computadores, além, como dito pelo Web Shoppers, do aumento do poder de compra da classe C. O governo tem a idéia de bandalargar (palavra inaugurado pelo ministro da cultura Gilbeto Gil no Campus Party Brasil), que faz parte de um projeto do governo federal de levar internet banda larga a todo o Brasil em 3 anos.

Entretanto, para levar o comércio eletrônico a todo o Brasil, o governo terá um desafio bem maior do que bandalargar todo o território nacional: O Brasil tem cerca de 400 aeroportos e mais de 6.000 cidades, ou seja, o n° de aeroportos é pequeno para a quantidade de cidades, portanto isso atrapalha a difusão do comércio eletrônico pelo território nacional pois as modalidade de fretes rápidos (Sedex e E-sedex) existem apenas para cidades com aeroportos. O E-sedex foi a primeira iniciativa tomada pelo governo para estimular o comércio eletrônico no país. A diferença entre o SEDEX e o E-SEDEX é que o E-sedex é um serviço exclusivamente voltado para empresas do segmento de comércio eletrônico e possui preços menores que o Sedex, assegurando a redução de custos na remessa e maior competitividade nos preços de venda dos produtos nas lojas virtuais.

Acho que a inclusão da classe C favorecerá as iniciativas sólidas e sérias de marketing multinivel pela internet como RedePin e Cartão Megabônus. Mas como atingir a classe C que esta entrando na web agora? Acredito em Adwords e Yahoo! Search Marketing, com muito vídeos, treinamentos e interatividade. Além de parcerias com empresas que colocam as pessoas em contato inicial com a internet. Quais são as empresas que primeiro colocam as pessoas em contato com a internet? Lans houses! Preparar uma proposta diferenciada aos donos de lans e fazer com que eles conquistem mais adeptos ao marketing multinivel é uma boa idéia. Colocar adesivos no topo do monitor das lans e fazer o IE apontar a primeira página para o site da empresa é crucial.

Acho que 2008 será o ano das APIs onde os pequenos sites se utilizarão de serviços de terceiros para crescer. Acho que a Listel deveria escrever a programação do site de modo a fazer com que quando um usuário do Google procure um endereço o Google mostre que esse endereço foi encontrado dentro do site da Listel. Como também deveria criar uma API para que outros sites pudessem colocar a busca da Listel.
Meu chefe sempre costuma se perguntar porque os grandes players compram por valores absurdos sites que não faturam NADA? E eu sempre respondo: – É porque muitas pessoas utilizam o serviço, e se muitas pessoas utilizam, o serviço é relevante e se é relevante, existe dinheiro em potencial naquele negócio. Acho um erro o BuscaPé cobrar pelo PPC quando a Listel tem o Ligue Grátis, que faz a mesma coisa, só que melhor e de graça. A Listel não deixa isso claro aos seus clientes, alias, o buscapé esta dentro da Listel (inclusive dando bug no site…). Sinceramente não sei qua estratégia é essa. Gostaria muito de compreender. Não existe mais como um anunciante pagar por CPM, tem que ser por CPC.

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