Lojas Virtuais: Benefícios para as organizações
Em uma empresa que tem uma rede de lojas e que esta entrando no mercado de e-commerce é preciso deixar claro que o cliente não da loja X ou da loja Y, mas sim da organização. Ou seja, o cliente tem de ser bem atendido independentemente do canal de vendas onde a compra será finalizada. Pensar que a abertura de uma loja virtual na organização irá retirar comissões de consultores de lojas físicas é um reles engano. Para combater esse tipo de pensamento, segue abaixo alguns argumentos que devem ser utilizados:
Benefícios que as lojas virtuais proporcionam para as lojas físicas e para a organização como um todo:
1. Aproximação do cliente com a empresa: Os usuários que acessam a internet regulamente de casa somam 27,5 milhões, subindo para 36,4 milhões se somado com os acessos do ambiente de trabalho. Os que acessam a internet diariamente são 38%, de 4 a 6 vezes por semana são 10%, de 2 a 3 vezes são 21% e 1 vez por semana são 18%. Ou seja: 87% dos brasileiros acessam a internet semanalmente.O Brasil é campeão de tempo de acesso a internet: o tempo de acesso dos brasileiros é de 48h26m minutos apenas em sites. Somando com redes sociais e instant messengers chega a 71h30m. Recorde mundial! Analisando os números acima podemos concluir que uma organização que possui uma loja virtual esta mais próxima e é mais lembrada pelo cliente. Portanto no momento da decisão de compra a possibilidade da venda cair em um dos canais de venda de uma empresa que tem presença na internet é maior, seja na loja virtual ou nas lojas físicas.
2. Corporativo e Revenda: 97% das organizações e 23,8% das casas dos e-consumidores estão online, a decisão de compra é tomada prioritariamente no ambiente empresarial, seja para as compras corporativas ou para pessoa física, logo a existência de uma loja online proporciona uma vitrine para os setores corporativo e revenda das empresas. Se as lojas forem adaptadas para efetuarem leads ou mesmo vendas com preço diferenciado funcionará como um canal de vendas para esses setores.
3. Ouvidoria: Quando uma organização decide abrir uma loja virtual terá também que ter uma equipe de monitoramento e atendimento. Essa equipe não só atuará no atendimento dos clientes da loja virtual como também ouvirá, monitorará e encaminhará os problemas referentes a outros setores. A identificação de problemas fica mais fácil quando utiliza-se a internet para ouvir os clientes.
4. Clientes sinestésicos: São aqueles que precisam sentir o produto antes de comprar. Precisam tocar, sentir o peso, experimentar. Esses clientes acessam as lojas virtuais, imprimem a página, chegam na loja procurando por esse produto, experimentam e compram. A venda inicia-se na loja virtual e é concluída na loja física. Se os consultores forem bem treinados, ainda poderão aproveitar a oportunidade de receber um cliente que esta encantado e agregar outro produto ou fazer um up-sell a compra.
5. Aumento da capilaridade das ações de marketing: A internet funciona como um megafone quando as ações de marketing tradicional são adaptadas ou mesmo quando são criadas ações específicas para a internet. Essas ações fomentam vendas prioritariamente para a loja virtual, mas canalizam parte da venda para as lojas físicas, além de dar maior credibilidade e aumentar a lembrança da marca, beneficiando a organização como um todo.
6. Vendas de produtos fora de estoque: Todo o mix de produtos da empresa é exibido na loja virtual, mas nem todos os produtos estão disponíveis para vendas online devido aos altos custos de se manter um estoque próprio e da problemática em compartilhar estoques com outras lojas. No caso dos produtos que não possuem estoque para venda online, a loja virtual funciona como uma vitrine das lojas físicas.
7. Novos mercados: O principal motivo de abertura de uma loja virtual em uma organização que possui lojas físicas é a conquista de novos mercados. Os esforços de marketing, em dado momento, serão para fomentar vendas em mercados que a empresa não tem atuação. E de acordo com o filósofo francês, Pierre Levy, no livro Cybercultura: … a Internet diminui a importância geográfica dos territórios mercadológicos, porque permite que qualquer um de qualquer lugar possa entrar em qualquer mercado.
